O que será?
O psicanalista enfatiza a questão do não dito, tenta ajudar o paciente a traduzir algo inconsciente, reflete sobre o feminino em psicanálise, coloca que o gozo feminino é de uma ordem do impossível de se dizer e o que ele faz com tudo isso?
O que o analista não diz? Ele se preocupa tanto com a direção do tratamento, com identificar qual foi a intervenção x que causou, com a escrita, com qual o lugar que o cliente o coloca, com, com, com...
Mas, e com o seu não dito? Se partirmos de uma lógica que coloca o lugar de um analista mais próximo do feminino, como cuidar daquele que se propõe a se colocar ativamente no lugar de resto, objeto, causa. Aquele que causa o desejo.
Aquele que é um nada, o que tem a dizer? O que os psicanalistas não dizem?
domingo, 5 de dezembro de 2010
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
E por falar em amor...
A dança me deu amor.
Me deu tudo o que precisava, necessitava e desejava na adolescência.
Me deu estrutura, preenchimento fálico...
Funcionou como uma medida fálica.
"AMAR É DAR O QUE NÃO SE TEM"
(J. Lacan sem XX).
Pela lógica da citação, amar é dar a falta. O que não temos, é o que nos falta.
Se afirmo que a dança me deu amor, ela me curou e me propiciou desejar. Só desejamos quando algo nos falta.
O que quer dizer a dança me deu amor? Ela funcionou como a Outra, uma alteridade. A função paterna do desejo da mãe.
Porque a dança?
Não sei.
Me deu tudo o que precisava, necessitava e desejava na adolescência.
Me deu estrutura, preenchimento fálico...
Funcionou como uma medida fálica.
"AMAR É DAR O QUE NÃO SE TEM"
(J. Lacan sem XX).
Pela lógica da citação, amar é dar a falta. O que não temos, é o que nos falta.
Se afirmo que a dança me deu amor, ela me curou e me propiciou desejar. Só desejamos quando algo nos falta.
O que quer dizer a dança me deu amor? Ela funcionou como a Outra, uma alteridade. A função paterna do desejo da mãe.
Porque a dança?
Não sei.
O gozo da insatisfação
Um paciente com anos de análise, que apresentava como sofrimento principal o fato de se sentir insatisfeito, no início de uma sessão disse: "Eu me encontro na insatisfação". Que quer dizer isso? Poderia ser uma constatação do quanto se sente insatisfeito. Porém, há um jogo nas palavras e em sua análise: O sujeito se reconhece, se encontra no lugar da insatisfação. É neste lugar que ele se fundamenta.
Topológica problemática!
Porém, se pensarmos na fórmula da fantasia S barrado punção de a, o lugar da insatisfação é o do objeto. E como é difícil abrir mão do gozo deste lugar.
O paciente não quer perder nada, se coloca como um resto. Desta forma, não há nada a perder. A lógica é a seguinte: "Se sou tão ruim, vazio, insatisfeito, mal amado, desgraçado, fico confortável com meu sintoma já que abrir mão dele seria viver. Viver e poder saber aonde não caminho, saber dos meus limites e desejos. Aonde não vivo, não desejo. Aonde sou o pior de todos, nada me falta".
Acontece, que o tempo cronológico passa, a vida passa e há uma perda sim. É preciso tratar a insatisfação para que ainda tenha tempo de desejar, de amar.
A transferência com o analista, pode funcionar como uma cura. A cura pelo amor.
O AMOR, CURA.
Topológica problemática!
Porém, se pensarmos na fórmula da fantasia S barrado punção de a, o lugar da insatisfação é o do objeto. E como é difícil abrir mão do gozo deste lugar.
O paciente não quer perder nada, se coloca como um resto. Desta forma, não há nada a perder. A lógica é a seguinte: "Se sou tão ruim, vazio, insatisfeito, mal amado, desgraçado, fico confortável com meu sintoma já que abrir mão dele seria viver. Viver e poder saber aonde não caminho, saber dos meus limites e desejos. Aonde não vivo, não desejo. Aonde sou o pior de todos, nada me falta".
Acontece, que o tempo cronológico passa, a vida passa e há uma perda sim. É preciso tratar a insatisfação para que ainda tenha tempo de desejar, de amar.
A transferência com o analista, pode funcionar como uma cura. A cura pelo amor.
O AMOR, CURA.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Síndrome do pânico X Angústia
Tema atual nos consultórios, o pânico. Medo de ficar doente, medo de enlouquecer, medo de que algo ruim aconteça, medo de morrer, medo de sair na rua, de multidões, medo de perder o controle, medo de amar...
A idéia de um desamparo se vincula a um estado de "desproteção". A pessoa tomada pelo medo, tem algo a dizer e algo a ser traduzido. Para que a angústia não nos domine, seria necessária traduzí-la. Sendo traduzida, ela cessa.
Um futuro analisante que procura um psicanalista para não sofrer de pânico, pode encontrar um bom caminho para se tratar. Primeiramente, ele quer parar de sofrer por algo que lhe escapa, que foge ao controle. Ele encontrará um alívio quando falar do que está por trás destes medos ou como prefiro colocar, angústia.
A angústia, não engana. Aponta para o desconhecido. Pela fala, ela pode ser moldada e colocada em seu lugar. Como uma criança que tem medo de bicho de papão. A criança, precisa falar deste bicho, do que lhe assusta para dar um contorno e diminuir a força do que lhe assusta. Falando, ocorrerá um esvaziamento e aparecerá o que se trata.
A angústia, mascara algo da ordem de um saber inconsciente. Logo, o paciente quer parar de sentí-la. De fato, ele para. Porém, o que emergirá, não sabemos. Com certeza, não será algo que domine o sujeito, que o faça perder o controle. Porém, poderá se transformar em um saber que trará questões e muitas vezes, decisões que urgem serem tomadas. Ou seja, dá trabalho esvaziar um sintoma e lidar com o desconhecido que ele encobre.
A idéia de um desamparo se vincula a um estado de "desproteção". A pessoa tomada pelo medo, tem algo a dizer e algo a ser traduzido. Para que a angústia não nos domine, seria necessária traduzí-la. Sendo traduzida, ela cessa.
Um futuro analisante que procura um psicanalista para não sofrer de pânico, pode encontrar um bom caminho para se tratar. Primeiramente, ele quer parar de sofrer por algo que lhe escapa, que foge ao controle. Ele encontrará um alívio quando falar do que está por trás destes medos ou como prefiro colocar, angústia.
A angústia, não engana. Aponta para o desconhecido. Pela fala, ela pode ser moldada e colocada em seu lugar. Como uma criança que tem medo de bicho de papão. A criança, precisa falar deste bicho, do que lhe assusta para dar um contorno e diminuir a força do que lhe assusta. Falando, ocorrerá um esvaziamento e aparecerá o que se trata.
A angústia, mascara algo da ordem de um saber inconsciente. Logo, o paciente quer parar de sentí-la. De fato, ele para. Porém, o que emergirá, não sabemos. Com certeza, não será algo que domine o sujeito, que o faça perder o controle. Porém, poderá se transformar em um saber que trará questões e muitas vezes, decisões que urgem serem tomadas. Ou seja, dá trabalho esvaziar um sintoma e lidar com o desconhecido que ele encobre.
domingo, 7 de novembro de 2010
ensaios sobre cartel
Primeiro tempo:
- Imagem na loucura; O corpo no espaço; Conceito de dança. Perdição.
Segundo tempo:
- O singular. A dança como preenchimento fálico. Dança do ventre X Dança africana. Masculino e feminino em psicanálise. Medida fálica.
Terceiro tempo:
- Feminino e loucura. A dança como objeto intermediário entre o feminino e a loucura. Como?
Antecipações:
A dança proporcionando uma certa medida fálica e nesse sentido podendo ser instrumento de sustentação do simbólico. O encontro com o real, porém vinculado com a medida fálica.
- Imagem na loucura; O corpo no espaço; Conceito de dança. Perdição.
Segundo tempo:
- O singular. A dança como preenchimento fálico. Dança do ventre X Dança africana. Masculino e feminino em psicanálise. Medida fálica.
Terceiro tempo:
- Feminino e loucura. A dança como objeto intermediário entre o feminino e a loucura. Como?
Antecipações:
A dança proporcionando uma certa medida fálica e nesse sentido podendo ser instrumento de sustentação do simbólico. O encontro com o real, porém vinculado com a medida fálica.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
MARIA RITA KHEL
"Maria, Maria é um dom é uma certa magia..."
Querida Maria Rita Khel,
temos a idade média, moderna, pós moderna ou contemporânea. Escolhi partir da média.
Nesta época, era muito comum caça ás bruxas, torturas corporais, eliminação do diferente....
Será que agora é diferente?
O véu caiu. O véu que encobre a falta mostrou a época que vivemos. Em pleno século XXI, somos obrigados, no Brasil, a sair de nossas casas (para quem ás possue) e votar. Em quem? Quem?
ESCREVAS O QUE QUERES E CASO HAJA UM DESENCONTRO, SERÀS PUNIDA E TORTURADA.
"Democracia", "Liberdade", por aqui, Brasil- São Paulo, são palavras meramente utilizadas para enfeitar o que o capitalismo prega.
Neste culto, a idéia é se deprimir, ficar fora do laço social caso pense diferente, não ter identidade.
O ESTADO DE SÃO PAULO, FAMOSO POR SUA VARIEDADE GASTRONOMICA, SUA COZINHA CONTEMPORANEA E FAMOSO POR ELEGER TIRIRICA, APRESENTA SERIOS PROBLEMAS DE POLUENTES.
Cara Maria, ou Rita, Ou Maria Rita- Excluida por poluir o estado de São Paulo, foi tratada como um lixo por pensar diferente e ter a coragem de se colocar. Quantos jornalista fazem isso ?
Virou um sintoma, aquele que denuncia a verdade do casal. É muito provavel que abra caminho para uma futura festa das bruxas... afinal,
quando se colocou neste deplorável veiculo de comunicação, soube a dor e a delicia de ser o que é.
Querida Maria Rita Khel,
temos a idade média, moderna, pós moderna ou contemporânea. Escolhi partir da média.
Nesta época, era muito comum caça ás bruxas, torturas corporais, eliminação do diferente....
Será que agora é diferente?
O véu caiu. O véu que encobre a falta mostrou a época que vivemos. Em pleno século XXI, somos obrigados, no Brasil, a sair de nossas casas (para quem ás possue) e votar. Em quem? Quem?
ESCREVAS O QUE QUERES E CASO HAJA UM DESENCONTRO, SERÀS PUNIDA E TORTURADA.
"Democracia", "Liberdade", por aqui, Brasil- São Paulo, são palavras meramente utilizadas para enfeitar o que o capitalismo prega.
Neste culto, a idéia é se deprimir, ficar fora do laço social caso pense diferente, não ter identidade.
O ESTADO DE SÃO PAULO, FAMOSO POR SUA VARIEDADE GASTRONOMICA, SUA COZINHA CONTEMPORANEA E FAMOSO POR ELEGER TIRIRICA, APRESENTA SERIOS PROBLEMAS DE POLUENTES.
Cara Maria, ou Rita, Ou Maria Rita- Excluida por poluir o estado de São Paulo, foi tratada como um lixo por pensar diferente e ter a coragem de se colocar. Quantos jornalista fazem isso ?
Virou um sintoma, aquele que denuncia a verdade do casal. É muito provavel que abra caminho para uma futura festa das bruxas... afinal,
quando se colocou neste deplorável veiculo de comunicação, soube a dor e a delicia de ser o que é.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Para residentes de psiquiatria
Como deve ser difícil para um residente de psiquiatria atender pacientes soma. A dificuldade localiza-se tanto em manejar a transferência como em poder questionar esses casos, característicos, de que a medicação não é tão importante. São pessoas que já passaram por várias especialidades médicas e por último, são enquadrados como pacientes com transtorno somatoformes.
O residente, quer aprender a medicar, dosagens corretas, discussões sobre medicações...
Que angústia então sair do script não é?
Uma pequena provocação para poder pelo menos vislumbrar um estado menos alienado dentro de uma área do saber.
Que questões poderíam surgir, caso pudessem se distanciar um pouco do saber médico e olhar para o fato de que a pessoa que converte, paralisa, entorta, finge, é uma pessoa em alto grau de sofrimento por necessitar de seus sintomas para viver e gozar.
É assim que estes sujeitos gozam e conseguem estar no mundo.
Como tratá-los então? O que um residente pode apreender com esses casos?
O residente, quer aprender a medicar, dosagens corretas, discussões sobre medicações...
Que angústia então sair do script não é?
Uma pequena provocação para poder pelo menos vislumbrar um estado menos alienado dentro de uma área do saber.
Que questões poderíam surgir, caso pudessem se distanciar um pouco do saber médico e olhar para o fato de que a pessoa que converte, paralisa, entorta, finge, é uma pessoa em alto grau de sofrimento por necessitar de seus sintomas para viver e gozar.
É assim que estes sujeitos gozam e conseguem estar no mundo.
Como tratá-los então? O que um residente pode apreender com esses casos?
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Dançar
Ao obsevarmos aquele que dança, o que vemos? Um corpo que executa movimentos dentro de um determinado espaço, com determinada marcação de tempo. Se dança uma história, com movimentos leves, intensos, acrobacias, giros, isso é poesia.
Chamo a atenção para o fenômeno simplesmente de dançar.
Reflito que o corpo, condição principal de nos propiciar gozo, vida, se coloca em um espaço. No espaço, tem-se limite. Justamente por estarmos em um espaço, temos a condição de nos movimentarmos em nossos eixou ou ocupá-lo até a parede, o fim da sala, o término da praia, o tamanho do palco, da pista de dança...
Parece que na psicose, a parede até pode existir, mas o saber de que o corpo não é a parede, talvez não.
Estamos na área do conhecimento paranóico não é?
Seria somente na loucura essa indiferenciação entre o eu e o outro? o corpo e a parede?
A psicose seria uma "passagem" para a aquisição de uma perversão e depois uma neurose?
Respondo que a questão estrutural para mim, não faz avançar o atendimento que posso oferecer. Pelo contrário, ecoa algo do gênero: televisão, computador, máquinas dessubjetivadas.
Podemos dançar o clássico, repetindo movimentos até a perfeição, dançar o contemporâneo mecanicamente obstinados com a estrutura crânio sacral, ou, quem sabe, dançar dança do ventre executando sequências de movimentos sem intenção.
Porém, o corpo que dança, goza. Se goza, tem superego.
Chamo a atenção para o fenômeno simplesmente de dançar.
Reflito que o corpo, condição principal de nos propiciar gozo, vida, se coloca em um espaço. No espaço, tem-se limite. Justamente por estarmos em um espaço, temos a condição de nos movimentarmos em nossos eixou ou ocupá-lo até a parede, o fim da sala, o término da praia, o tamanho do palco, da pista de dança...
Parece que na psicose, a parede até pode existir, mas o saber de que o corpo não é a parede, talvez não.
Estamos na área do conhecimento paranóico não é?
Seria somente na loucura essa indiferenciação entre o eu e o outro? o corpo e a parede?
A psicose seria uma "passagem" para a aquisição de uma perversão e depois uma neurose?
Respondo que a questão estrutural para mim, não faz avançar o atendimento que posso oferecer. Pelo contrário, ecoa algo do gênero: televisão, computador, máquinas dessubjetivadas.
Podemos dançar o clássico, repetindo movimentos até a perfeição, dançar o contemporâneo mecanicamente obstinados com a estrutura crânio sacral, ou, quem sabe, dançar dança do ventre executando sequências de movimentos sem intenção.
Porém, o corpo que dança, goza. Se goza, tem superego.
O erro do pai
O inventor da psicanálise eticamente, se questionou sobre o que não deu certo no caso Dora. A resposta que encontrou foi um erro sobre o objeto de desejo da analisante.
Isto é um fato. Diante deste, coloco que Freud de certa maneira atendeu a demanda do Sr K., seu conhecido e pessoa na qual ele nutria simpatia. Se interessou demais por imaginárias interpretações acerca do significado deste homem para Dora.
Afinal, o que Dora dizia? Em seus sonhos, sintomas, o que dizia?
Não seria o que se pode saber sobre a feminilidade? O que tem uma mulher para ser olhada e desejada por um homem?
O enrosco é que a outra, não sabe. Não tem a chave do mistério do feminino.
E aí? Como fica Dora? Como poderia ser tratada após o momento de constatação de que o outro, a outra não sabe?
Como se dá a articulação entre a histeria e o feminino?
Isto é um fato. Diante deste, coloco que Freud de certa maneira atendeu a demanda do Sr K., seu conhecido e pessoa na qual ele nutria simpatia. Se interessou demais por imaginárias interpretações acerca do significado deste homem para Dora.
Afinal, o que Dora dizia? Em seus sonhos, sintomas, o que dizia?
Não seria o que se pode saber sobre a feminilidade? O que tem uma mulher para ser olhada e desejada por um homem?
O enrosco é que a outra, não sabe. Não tem a chave do mistério do feminino.
E aí? Como fica Dora? Como poderia ser tratada após o momento de constatação de que o outro, a outra não sabe?
Como se dá a articulação entre a histeria e o feminino?
quinta-feira, 17 de junho de 2010
O caso Dora
Este caso nos coloca a pergunta da histeria. A questão acerca do sexo, sobre o feminino. Seu segundo sonho nos revela o quanto Dora se perguntava sobre a caixa, não era nem sobre a jóis e sim, sobre a caixa. A sra K., era aquela que possuía a chave do mistério da feminilidade.
Assim como o caso Dora e outros tantos que se enquadram sobre o signo da histeria, nos trazem aquela insatisfação, Freud ficou suficientemente insatisfeito com o término precoce do tratamento de Dora.
O autor, se colocando no lugar do mestre, com seus saberes sobre o outro, não conseguiu escutar Dora, ouví-la de fato. Confundiu objeto de amor com objeto de identificação. A senhora K. além de ser o objeto de interesse de Dora, era um além. Um além da imagem.
Portanto, a genialidade de Freud se mostra neste caso nos seguintes pontos: ele nos propicia refletir sobre o feminino, trazendo o saber de que na histeria a pergunta que se trata é: sou homem ou sou mulher? O que é ser mulher?
Também, nos permite trabalhar a questão da transferência e da castração do analista. O analista vai, escuta, até onde seu limite lhe permitir.
Um outro ponto que Freud nos provoca é na questão da tendência homossexual que ele postula em Dora. O que a histeria quer com a outra? Dora visava o pai, seu amor por ele. Na medida em que um certo senhor k., no lugar daquele que equilibrava o quarteto diz á Dora: "Minha mulher não é nada para mim", Dora conclui: Não sou nada para meu pai. Se o senhor K ama somente a mim, meu pai ama somente a senhora K., aquela que para mim, representa o mistério do feminino. Logo, passo a reinvidicar o amor de meu pai com total exclusividade. Dora é homossexual?
Assim como o caso Dora e outros tantos que se enquadram sobre o signo da histeria, nos trazem aquela insatisfação, Freud ficou suficientemente insatisfeito com o término precoce do tratamento de Dora.
O autor, se colocando no lugar do mestre, com seus saberes sobre o outro, não conseguiu escutar Dora, ouví-la de fato. Confundiu objeto de amor com objeto de identificação. A senhora K. além de ser o objeto de interesse de Dora, era um além. Um além da imagem.
Portanto, a genialidade de Freud se mostra neste caso nos seguintes pontos: ele nos propicia refletir sobre o feminino, trazendo o saber de que na histeria a pergunta que se trata é: sou homem ou sou mulher? O que é ser mulher?
Também, nos permite trabalhar a questão da transferência e da castração do analista. O analista vai, escuta, até onde seu limite lhe permitir.
Um outro ponto que Freud nos provoca é na questão da tendência homossexual que ele postula em Dora. O que a histeria quer com a outra? Dora visava o pai, seu amor por ele. Na medida em que um certo senhor k., no lugar daquele que equilibrava o quarteto diz á Dora: "Minha mulher não é nada para mim", Dora conclui: Não sou nada para meu pai. Se o senhor K ama somente a mim, meu pai ama somente a senhora K., aquela que para mim, representa o mistério do feminino. Logo, passo a reinvidicar o amor de meu pai com total exclusividade. Dora é homossexual?
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